Concursos

21-09-2010 00:37

As possíveis alterações em Educação Física

 

 

22-04-2013 12:55

… podem ser lidas neste texto de Isabel Vilhena no Correio do Minho.

 

Educação física quer recuperar estatuto

 

"É com muita apreensão e incoformismo que os professores de educação física estão a encarar estas novas medidas implementadas pelo Ministério da Educação. Este é o sentimento comum dos professores de Braga que, ontem, comemoraram os 31 anos da Associação de Profissionais de Educação Física de Braga, numa cerimónia singela na Escola Secundária Alberto Sampaio.
Preocupações que foram transmitidas ao Ministro da Educação pela Associação de Profissionais de Educação Física e que, até ao momento, continuam sem resposta.

João Lourenço, presidente do Conselho Nacional das Associações de Profissionais de Educação Física, liderou este encontro com a tutela que afirma que foi inconclusivo.
Em cima da mesa estiveram as quatro grandes preocupações desta classe docente: a redução da carga horária no secundário; a aglutinação da educação física no 3º ciclo numa área que se denomina de ‘expressões e tecnologias’; as metas curriculares até 2018 não mencionam a educação física; a questão da avaliação da educação física que deixou de contar para a média de acesso ao ensino superior e para média final do ensino secundário, e por fim, nos exames de equivalência à frequência para alunos auto-propostos não há obrigatoriedade de fazer exame a educação física"

 

Retirado de http://www.arlindovsky.net/ (podem passar por lá para comentar... porque certamente lá aparecerão os anti atividade física...)

 

 

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Powerpoint de apresentação do concurso

 

 

 

22-04-2013 13:44

 

No Blog DeAr Lindo, disponibiliza-se um powerpoint utlizado pelo MEC na apresentação dos concursos aos sindicatos e escolas.

Cliquem AQUI.

 

(para se entreterem antes de sair o aviso de abertura).

 

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Excelente texto para ACORDAR a malta!

23-04-2013 13:55

 

"Não foi preciso muito tempo para que o Governo, através do Ministério da Educação e Ciência, viesse ratificar a minha última crónica. Não o digo com soberba, antes com profunda tristeza. E raiva.

 

E se a raiva não é um sentimento elevado, não deixa de ser o único à altura destes tempos. Quem, considerando-se cidadão empenhado, comprometido com o crescimento do seu país, não a sentirá? E não estou a referir-me exclusivamente, aos professores, as vítimas primeiras desta política aniquiladora de futuros. Falo de todos os cidadãos deste país, que pagam impostos, e não são poucos, para garantir o que há de mais essencial numa sociedade democrática: justiça, saúde, educação, trabalho. Para todos.

 

A publicação da lista de “vagas” (exercício de retórica que inclui o eufemismo e a ironia) vem expor, para quem quiser ver e tiver a decência e honestidade de olhar sem prejuízos, esta política destrutiva da escola pública. E expõe, mais gravosamente, a má-fé e a afrontosa desonestidade do Governo, que só é aceitável num país de cidadãos atávicos, anulados, não-cidadãos… tal como as “não-vagas”.

 

Segundo a lista, só existem 618 vagas, em todo o país. Há quatro anos, data do último concurso, foram abertas 20.896 (mas só entraram nos quadros 396 contratados, convenhamos). Ou seja, há anos que se precariza o trabalho docente, com as consequências óbvias para a qualidade do ensino. Mas o mais atentatório, o mais insultuoso, é que o MEC pretende passar a mensagem (através do jornalismo que a isso se presta) que as 12003 vagas negativas (ou seja, vagas a fechar, logo que um professor se reforme) correspondem a 12003 professores excedentários! Professores que “estão a mais” no ensino. As turmas estão sobrelotadas e estes professores estão no ativo. Horários zero (professores que, num determinado grupo disciplinar, numa determinada escola, não têm horários) são 700, presentemente. Como podem os restantes ser “excedentários”? É claro que não o são. O MEC e o Governo não os querem é nos seus quadros. Aquilo que o Estado exige às empresas não o que aplicar aos seus empregados. E acresce o facto de, como começa a ser notado por aqueles que ainda pensam neste país, que até essas 618 vagas estão já, praticamente, preenchidas, à conta do estranho “concurso extraordinário” do passado janeiro. Ou seja, trata-se de uma farsa, mais um exercício de retórica.

 

Acresce a agravante de se começar a ter conhecimento, embora pouco nos espante já, dos testemunhos de diretores que revelam ter indicado vagas positivas para vários grupos das suas escolas e agrupamento e que, simplesmente, não constam do quadro publicitado em Diário da República. E os diretores sofrem grandes pressões superiores para não apresentarem vagas falsas, sob pena de responsabilização disciplinar. Se as apresentaram, é porque faziam realmente falta.

 

É cada vez mais notório que, sob a capa da contenção orçamental, o intuito deste governo ultraliberal é destruir a escola pública. O escandaloso financiamento de algumas unidades privadas provam-no. A destruição metódica daquilo que levou anos a construir - formação e estabilidade do corpo docente, possibilitando o crescimento da taxa de alfabetização e a redução do abandono escolar - na escola pública, provam-no. A massificação e descaraterização das escolas públicas, provam-no. Em Braga, todas as escolas secundárias, agrupadas agora com escolas básicas, perderam o seu nome – já não haverá a Carlos Amarante, a D. Maria, a Alberto Sampaio, a Sá de Miranda. Os novos agrupamentos passaram a ter o nome das freguesias onde as escolas básicas estão sediadas. Um nome não é algo menor, encerra uma identidade, uma história, uma tradição, e é tudo isso que este governo, neste processo de enfraquecimento e empobrecimento, direi até, de embrutecimento, da escola pública promove. Arrancar assim um nome a instituições mais antigas, e certamente mais respeitáveis, que qualquer um destes infelizes políticos, lembra - e perdoem-me a infeliz analogia, mas mais infeliz é ela ser plausível – o apagamento do nome de muitos seres humanos, transformados num número tatuado. A perda da identidade é o primeiro passo para o aniquilamento, seja de um homem ou de uma instituição.

 

O que me pergunto, agora, é se os professores deste país, estando nas escolas e tendo responsabilidades maiores na formação do futuro deste país, se apagaram. O processo de esmagamento dos professores tem sido contínuo e persistente, desde o governo anterior. Estamos cansados, é verdade. Mas podemos permitir-nos que nos apaguem como apagam as vagas nas listas de concurso? Estamos nós, já também, transformados em números numa folha excel, esquecidos da nossa identidade? Faz algum sentido continuar a trabalhar, refugiando-se dentro das salas de aulas como quem enfia a cabeça na areia, centrando a ação na preparação dos alunos “que ainda são os que dão sentido ao que fazemos”, numa desesperada e, no fundo, irresponsável, tentativa de garantir a normalidade do funcionamento de uma escola sob ataque? Agindo assim, caros colegas, fazem-me lembrar o grupo de músicos que continuaram a tocar enquanto o Titanic se afundava. Talvez tivessem sido mais úteis se, em vez de garantir a normalidade de um barco que se afunda, tivessem ajudado a encontrar botes salva-vidas.

 

Repito: vamos permitir que nos apaguem? Somos nós já, vagas negativas de um país sem futuro à vista? É hora de darmos, como educadores, um exemplo de cidadania, de dignidade, ao país. E o combate deve começar em cada escola, para que cresça, como uma grande vaga, uma vaga que esmague esta política.

 

É hora de dizemos, basta. A qualquer custo."

 

Por Fátima Inácio Gomes em "Parlamento Global"